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4 de novembro de 2008

Vida Boa



Moro num lugar
Numa casinha inocente do sertão
De fogo baixo aceso no fogão,fogão à lenha ai ai

Tenho tudo aqui
Umas vaquinha leiteira,um burro bão
Uma baixada ribeira,um violão e umas galinha ai ai

Tenho no quintal uns pé de fruta e de flor
E no meu peito por amor,plantei alguém(plantei alguém)

Refrão
Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa,sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso,cravo e outras coisa que fartá,marvada pinga ai ai

Pego o meu burrão
Faço na estrada a poeira levantar
Qualquer tristeza que for não vai passar do mata-burro ai ai

Galopando vou
Depois da curva tem alguém
Que chamo sempre de meu bem,a me esperar(a me esperar)

Meu eu em Você



Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu

Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, o teu querer
Tua fome de prazer sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar

Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor

Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Refrão:
Sou teu ego, tua alma
Sou teu céu, o teu inferno a tua calma
Eu sou teu tudo, sou teu nada
Minha pequena, és minha amada
Eu sou o teu mundo, sou teu poder
Sou tua vida, sou meu eu em você

Bruxaria



Azuis, vermelhas, brancas flores
Pintando o cerro dos meus olhares
Fossem linda garoa em cores
Molhando a tarde de ares solares
Chamam você, bem
Não fique aí
Vem molhar meu beijo, te beijo também

Refrão:
Maga magia de lua luzia a noite virando dia
Água na boca secando na louca chuva de bruxaria
Hoje você vem, dizia
Hoje você vem, dizia

De cada ponta de folhagem
Cai uma gota dos nossos banhos
Fada, samambaia, miragem
Doces varandas, sonhos estranhos
O que a beleza puser na mesa
Beba sem medo, vem da natureza